14.3.08

·*· Precoce ·*·

A arma apontada para o rosto da mulher grávida sentada no beco sujo rescendia a pólvora. O fluxo das lágrimas dela era diretamente proporcional ao nervosismo daquele homem estranho que invadira a residência. Ela tremia descontroladamente e a estreita passagem que levava aos fundos da casa parecia comprimir-se: a casa já não trazia a sensação reconfortante de outrora. Um buraco fumegante na parede.

Alexandre chegou a casa e encontrou a sua mulher sentada noMon beco sujo. A mesma cena de meia hora atrás, exceto pelo sangue. Ninguém sabe como aconteceu. O choque foi imenso, nem mesmo ela sabe como se defendeu daquele homem estranho, nervoso e, agora, morto.

O filho de Alexandre sequer nasceu e já tem medo.

2006.1

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